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6 lições dos gansos que todo remador deveria aprender

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De vez em quando, a vida afasta a gente da rotina da remada.


Faz parte.


Mas mesmo longe da canoa, o mar continua ensinando — às vezes de formas que a gente nem espera.


E foi nesse intervalo que voltei a revisitar uma inspiração, uma metáfora, que pode fazer total sentido para quem vive a canoagem va’a: o voo dos gansos 🪿.


Eles não são apenas um espetáculo no céu.

São uma aula viva sobre espírito de equipe, ritmo, entrega e humildade — exatamente os elementos invisíveis que fazem uma canoa deslizar, mesmo quando o mar está pesado.


Por isso, separei 6 lições dos gansos que todo remador deveria levar para dentro da canoa — e, principalmente, para dentro de si.


1. Quando todos alinham, a viagem fica mais leve


Gansos voam em V porque a batida de asa do primeiro cria um impulso para os que vêm atrás.


É uma eficiência natural.

É energia compartilhada.


Na canoa, é igual.


Quando seis remam no mesmo pulso, a canoa vira um corpo só.


Não é força bruta — é sincronismo.

É cadência

É escuta.


Mas basta um sair do ritmo para tudo pesar.

Os gansos mostram que alinhar não é detalhe: é fundamento.


2. Liderar é revezar


O ganso da ponta recebe toda a resistência do vento.

Por isso, quando cansa, ele troca naturalmente de posição.


Outro assume.

A travessia continua.


Na canoa, eu vejo como a mesma lógica:


quem puxa, puxa;

quem navega, navega;

quem segue, apoia.


Mas ninguém aguenta tudo sozinho.

E quem entende isso evita desgaste, ruído e queda de performance.


Revezamento é respeito ao corpo — e aprendizado como grupo.


3. Incentivo mantém a canoa viva


Durante o voo, os gansos "gritam" para encorajar quem está na frente.


O “grááá” dos gansos não é ruído: é incentivo.


É comunicação ativa.

É energia.

É pertencimento.


Na canoa, o incentivo é olhar, é som, é vibração — é aquele “juuuuunto canoa!” que muda o treino inteiro.


Equipes com líderes silenciosos tendem a quebrar.

Equipes que incentivam crescem.


O clima na canoa define a remada.


4. Se um cai, dois descem junto


Essa é uma das lições mais profundas:


Se um ganso fica fraco ou se machuca, dois o acompanham até que ele possa voar de novo.


Não abandonam.

Não aceleram sozinhos.

Não deixam para trás.


Isso é uma colaboração verdadeira.


Na cultura da canoa, isso deveria ser regra: ajudar, esperar, ensinar, acolher.


Equipe que só existe nos dias de mar calmo não é equipe.

É coincidência.


**5. Cooperar é o mínimo.


Colaborar é o que muda tudo.**


Cooperar é quando você ajuda se pedirem.

Colaborar é quando você aparece, age, apoia e se envolve porque entende que faz parte.


Cooperação mantém a canoa funcionando.

Colaboração faz a canoa evoluir.


É ela que define:


  • quem só ocupa um banco

    de

  • quem verdadeiramente pertence à canoa.


Cultura de va’a se constrói nos gestos invisíveis.


6. A natureza fala a mesma língua que o mar


Os gansos mostram que organização, cuidado e espírito coletivo são naturais.A canoa confirma que são indispensáveis.


Tudo se conecta:


  • ritmo,

  • presença,

  • humildade,

  • revezamento,

  • incentivo,

  • responsabilidade compartilhada.


Quando um grupo abraça esses princípios, a canoa muda.E quando a canoa muda, tudo muda.


O voo em V e a remada em sincronia são a mesma verdade em dois mundos diferentes:


não é sobre remar forte — é sobre remar junto.

Inspirações


Livro Power Skills – Dafna Blaschkauer

Artigo clássico internacional: “Lessons from Geese”


🌊


 
 
 

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